A startup chinesa DeepSeek acaba de lançar o DeepSeek V4, um novo modelo de inteligência artificial que está batendo os gigantes americanos em testes de programação. Segundo dados da consultoria Vals AI, a ferramenta superou qualquer outro sistema de código aberto disponível, aproximando-se do desempenho de líderes como a OpenAI e a Anthropic.
Essa evolução é fundamental para a criação dos chamados agentes de IA, que são sistemas capazes de usar e-mails e planilhas sozinhos para resolver tarefas complexas. No entanto, a alta precisão na escrita de códigos também preocupa especialistas em segurança digital, já que a tecnologia pode ser usada tanto para proteger redes quanto para identificar falhas e facilitar ataques cibernéticos.
Diferente das empresas dos Estados Unidos, que mantêm seus segredos guardados, a China está liberando sua tecnologia de forma aberta. A estratégia busca transformar os modelos chineses no padrão mundial, oferecendo ferramentas mais baratas e flexíveis para desenvolvedores em países como Malásia e Nigéria.
O crescimento acelerado da DeepSeek acontece mesmo com as restrições impostas pelos EUA ao acesso de chips potentes. Concorrentes americanos acusam a empresa de usar a técnica de destilação, que consiste em treinar a IA menor fazendo milhões de perguntas a sistemas superiores, como o GPT-4, para imitar seu comportamento.
O clima de tensão aumentou nesta semana após o governo dos Estados Unidos acusar formalmente a China de roubo de propriedade intelectual em escala industrial. Documentos indicam que entidades estrangeiras estariam trabalhando para copiar sistemas de ponta desenvolvidos em solo americano.
Apesar das polêmicas, o avanço chinês parece imparável para os próximos anos. Além da DeepSeek, outras gigantes como Alibaba e a dona do TikTok, ByteDance, também lançaram modelos de sucesso, consolidando a China como uma força dominante no mercado global de inteligência artificial.




