A situação financeira dos Correios acendeu o sinal vermelho após a estatal fechar o ano de 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões. O número, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo presidente da empresa, Emmanoel Rondon, mostra um agravamento drástico nas contas públicas.
Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o rombo atual é muito superior ao registrado em 2024, quando as perdas somaram R$ 2,6 bilhões. Com esse novo balanço, a estatal atinge a marca negativa de 14 trimestres seguidos no vermelho, uma crise que se arrasta desde o final de 2022.
Segundo a direção da empresa, o principal culpado pelo aumento explosivo do prejuízo foi o pagamento de precatórios, que são dívidas geradas por decisões da Justiça. Além disso, a arrecadação da estatal não acompanhou as despesas no último ano.
A receita bruta dos Correios também sofreu um tombo considerável, fechando em R$ 17,3 bilhões. O valor representa uma queda de 11,35% na comparação com o ano anterior, evidenciando a dificuldade da estatal em manter sua sustentabilidade financeira.
Como tentativa de fôlego, a empresa chegou a pegar um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Governo Federal no fim de 2025. Apesar do montante ter sido praticamente quitado em dezembro, os números finais do ano mostram que a crise ainda está longe de um desfecho positivo.




