O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou o afastamento imediato de um servidor investigado por uma série de irregularidades graves no exercício da função. A decisão, assinada pela Corregedoria-Geral, estabelece que o funcionário fique fora de suas atividades por pelo menos 60 dias.
Entre as denúncias mais pesadas está a acusação de que o servidor atuava repetidamente em processos onde o próprio sobrinho era o advogado. Ele é suspeito de usar o cargo de escrivão para privilegiar os interesses da família dentro do Judiciário baiano.
A investigação aponta ainda que o servidor teria acessado indevidamente o computador da juíza titular da unidade, através do emparelhamento de um dispositivo pessoal. Além disso, ele teria descumprido ordens diretas da magistrada durante o expediente.
Para tentar esconder as manobras, o escrivão teria utilizado outras servidoras do setor para assinar documentos que ele mesmo escrevia. O objetivo seria evitar que seu nome aparecesse vinculado a decisões ou movimentações suspeitas sob investigação.
Enquanto durar o afastamento, o servidor continua recebendo salário, mas está proibido de entrar no fórum onde trabalhava. O caso agora segue para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que corre em sigilo para apurar todas as condutas éticas e legais violadas.
O juiz auxiliar Marcos Adriano Silva Ledo foi designado para conduzir os trabalhos e tem o prazo de 40 dias para entregar o relatório final. Se as irregularidades forem confirmadas, o servidor poderá sofrer punições definitivas conforme o Estatuto do Servidor Público da Bahia.




