A era dos celulares descartáveis está com os dias contados. Uma nova regulamentação aprovada pela União Europeia vai obrigar os fabricantes a produzirem smartphones com baterias que qualquer pessoa consiga trocar em casa, sem precisar de ferramentas profissionais ou levar em assistências técnicas.
A medida dá um prazo até 2027 para que marcas gigantes, como Apple e Samsung, adaptem seus projetos. Hoje, a maioria dos aparelhos é selada com cola e parafusos complexos, o que faz com que muita gente prefira comprar um celular novo do que pagar caro pelo conserto quando a bateria começa a viciar.
O objetivo principal é combater o lixo eletrônico e garantir o chamado direito ao reparo. Com a mudança, o consumidor economiza dinheiro, já que uma bateria avulsa custa muito menos que um aparelho novo, e o celular ganha uma vida útil muito maior, podendo durar cinco anos ou mais com o mesmo desempenho.
Apesar de a lei ser europeia, especialistas afirmam que o impacto será sentido aqui no Brasil e no resto do mundo. Isso acontece porque as fábricas dificilmente vão querer manter duas linhas de produção diferentes, preferindo padronizar o design dos aparelhos para todos os mercados.
O desafio agora fica para os engenheiros, que precisam criar tampas fáceis de abrir sem perder a resistência à água e poeira, características que o público já está acostumado. A tendência é que os novos modelos tragam encaixes modulares e vedações modernas para unir praticidade e durabilidade.
Além da facilidade para o usuário, a nova regra impõe metas rigorosas de reciclagem de materiais valiosos, como o lítio e o cobalto. A ideia é que, até 2030, a indústria atinja o nível máximo de eficiência no reaproveitamento desses componentes, reduzindo o impacto ambiental causado pelo descarte incorreto.




