A Bahia ocupa agora a 10ª posição nacional no mercado legal de armas de fogo. De acordo com dados recentes do Sistema Nacional de Armas (SINARM), vinculado à Polícia Federal, o estado conta com 202 estabelecimentos registrados para a comercialização desses produtos.
Dentre os pontos de venda mapeados em território baiano, 201 atuam como revendedores, enquanto apenas um estabelecimento opera como produtor ou importador. O cenário mostra que, apesar do crescimento local, o setor ainda é liderado por estados das regiões Sul e Sudeste.
O Rio Grande do Sul aparece no topo da lista com mais de 1.300 locais autorizados, seguido por São Paulo e Santa Catarina. No total, o Brasil possui mais de 7 mil estabelecimentos que movimentam esse mercado legalmente sob a fiscalização das autoridades.
Vale lembrar que, para comprar uma arma no Brasil, o cidadão comum precisa seguir regras rígidas. É necessário ter no mínimo 25 anos, comprovar ocupação lícita, residência fixa e não possuir antecedentes criminais, além de passar por testes de aptidão técnica e psicológica.
Atualmente, as leis brasileiras permitem que o cidadão comum tenha a posse de até duas armas para defesa pessoal, mantendo-as obrigatoriamente dentro de casa ou do trabalho. Para circular com o armamento na rua, é exigido o porte de arma, que demanda uma autorização específica da Polícia Federal.
As normas foram atualizadas recentemente pelo Governo Federal, estabelecendo limites também para a compra de munições. Para grupos específicos, como os CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), as exigências incluem registro junto ao Exército e vistorias constantes nos locais onde o acervo é guardado.




