segunda-feira, 20, abril, 2026
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Ilha avaliada em R$ 20 milhões na Bahia está ligada ao ex-CEO do Banco Master

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Uma ilha paradisíaca de 10 mil metros quadrados na Região Metropolitana de Salvador (RMS) com praia privada, piscina, sauna, quadra esportiva, área para shows e heliponto está no centro de mais um capítulo da investigação envolvendo o empresário baiano Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master. A propriedade, localizada em Caboto, no município de Candeias, pertence ao empresário desde 2023, quando passou a ser chamada de Ilha da Paixão, deixando de lado o antigo nome, Ilha do Topete.

Avaliada em R$ 20 milhões, a ilha teve seu direito de ocupação vendido por R$ 1,3 milhão em julho de 2023 à empresa RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., conforme documento de cartório obtido pelo portal Metrópoles. A RC é uma sociedade anônima com capital de R$ 45,5 milhões e foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia por contrato celebrado em janeiro de 2023. O Falcon, por sua vez, pertence ao fundo Haena 808.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à CPI do Crime Organizado, mostram que Augusto Lima figura como único cotista do Haena 808, abrangendo o período de março de 2023 a dezembro de 2025.

Tanto o Haena 808 quanto o Falcon eram administrados pela Reag, suspeita de atuar em conjunto com o Banco Master na estruturação de operações fraudulentas responsáveis pelo rombo de bilhões de reais. Um documento da Anac também aponta que o direito sobre o heliponto da ilha foi repassado à RC no mesmo período.

Augusto Lima, conhecido como “Guga Lima”, foi preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. O empresário permaneceu detido por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025, sendo libertado por decisão do TRF-1, mas segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

Além do Banco Master, do qual saiu da sociedade em 2024, Lima também é controlador do Banco Pleno, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano. A Operação Compliance Zero investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito supostamente fraudulentos que teria causado um rombo bilionário no sistema financeiro.

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