Quatro irmãos que foram próximos de Michael Jackson durante a infância decidiram processar o espólio do cantor, alegando terem sido vítimas de abusos sexuais. O caso veio à tona através de uma reportagem do The New York Times, publicada justamente na semana de estreia da cinebiografia do Rei do Pop.
Dominic, Aldo, Marie Nicole e Eddie Cascio, cujos pais eram amigos íntimos de Michael, afirmam que os abusos ocorreram por anos. Um dos relatos mais graves vem de Aldo, hoje com 35 anos, que detalha episódios de violência sexual iniciados quando ele tinha apenas sete anos de idade.
A reviravolta chama atenção porque a família Cascio defendeu publicamente o músico por mais de duas décadas. Em 2010, um ano após a morte de Michael, os irmãos chegaram a declarar em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey que nunca haviam sofrido qualquer tipo de abuso por parte do artista.
De acordo com as informações divulgadas, os irmãos mudaram o posicionamento em 2020, quando procuraram os administradores da herança de Jackson. Na época, foi firmado um acordo sigiloso que rendeu à família cerca de R$ 80 milhões (US$ 16 milhões) ao longo dos últimos cinco anos.
O conflito atual começou quando os pagamentos foram interrompidos no ano passado. A interrupção ocorreu após os irmãos Cascio solicitarem uma indenização ainda maior, o que levou a disputa para os tribunais americanos.
A defesa do espólio de Michael Jackson, representada pelo advogado Marty Singer, nega veementemente as acusações. Singer classificou o processo como uma tentativa desesperada de extorsão, destacando o longo histórico de defesa que a família manteve em favor do cantor no passado.




