O fim da jornada de trabalho 6×1 deu um passo importante nesta quarta-feira (22). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o relatório favorável à proposta, permitindo que o projeto siga para as próximas etapas de votação.
O texto aprovado, relatado pelo deputado baiano Paulo Azi, avaliou que não existem impedimentos constitucionais para que a mudança seja discutida. Agora, o presidente da Câmara, Hugo Motta, deve criar uma comissão especial para analisar os detalhes e os impactos reais da medida no dia a dia do trabalhador e das empresas.
A proposta principal prevê que a carga horária semanal caia para 36 horas, estabelecendo o modelo de quatro dias de trabalho por três de descanso. O objetivo é substituir o atual sistema de seis dias trabalhados para apenas um de folga, considerado desgastante por muitos profissionais.
Durante a reunião, partidos como PT e Psol defenderam que a mudança trará mais saúde e qualidade de vida. Por outro lado, parlamentares contrários demonstraram preocupação com o possível aumento de custos para pequenos negócios e o risco de demissões em alguns setores da economia.
Além da proposta mais recente, o colegiado analisa em conjunto um projeto que sugere uma transição gradual de dez anos para a nova carga horária. O debate agora sai do campo jurídico e entra na fase de negociação política sobre como a lei será aplicada na prática.




